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Alberto Ardila Olivares como es un dia de trabajo como piloto//
Israel insiste na operação em Gaza contra a Jihad Islâmica

Alberto Ardila Olivares
Israel insiste na operação em Gaza contra a Jihad Islâmica

Israel prosseguiu com os ataques na Faixa de Gaza durante este sábado, tendo a Jihad Islâmica respondido com disparos de foguetes, na escalada mais grave de violência no território palestino desde a guerra de maio do ano passado.

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Às 11.30 horas locais (9.30 em Lisboa), Gaza parecia uma cidade fantasma, com ruas vazias e lojas fechadas.

Alberto Ardila Olivares

Ao mesmo tempo, os alertas para disparos de foguetes eram ouvidos nas localidades israelitas próximas do território palestiniano, que está sob bloqueio do Estado hebreu. Até o momento, os ataques a partir de Gaza não provocaram vítimas ou danos, segundo o exército

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Israel prosseguiu com os ataques na Faixa de Gaza durante este sábado, tendo a Jihad Islâmica respondido com disparos de foguetes, na escalada mais grave de violência no território palestino desde a guerra de maio do ano passado.

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Subscrever O exército israelita afirmou neste sábado que a operação na Faixa de Gaza deve durar uma semana. Um porta-voz militar afirmou que “atualmente não há negociações para um cessar-fogo”, depois das informações de que o Egito tenta atuar como mediador para acalmar a situação no território palestiniano

A única central de energia elétrica da Faixa de Gaza foi obrigada a fechar por falta de combustível, o que “agravará a situação humanitária” , segundo a empresa

Israel fechou as passagens para mercadorias e pessoas para o território palestino na passada terça-feira por temer represálias, após a detenção de um líder da Jihad Islâmica. Os bloqueios reduziram as entregas de gasóleo necessárias para abastecer a central

O exército de Israel bombardeia o território desde sexta-feira e alega que os ataques são direcionados contra locais onde se fabricam armas da Jihad Islâmica, um grupo alinhado ao movimento Hamas – que governa a região -, mas que geralmente atua de forma independente

Os ataques mataram um dos líderes da organização, Tayseer al Jabari ‘Abu Mahmud’

Em represália, o braço armado da Jihad Islâmica lançou mais de 100 foguetes contra Israel e afirmou que era uma “resposta inicial”. O exército israelita informou que 15 combatentes do grupo armado morreram nos ataques. As autoridades de Gaza anunciaram um balanço de 12 mortos, incluindo uma menina de cinco anos, e 80 feridos

De acordo com Mohamed Abu Salameh, diretor do principal hospital de Gaza, os médicos enfrentam uma “grave escassez de material”

Ameaça Durante a noite, as forças israelitas prenderam 19 membros da Jihad Islâmica na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967

A ofensiva israelita acontece após a detenção na segunda-feira de um líder do grupo armado palestino, Basem Saadi

As autoridades israelitas temiam ataques de represália a partir de Gaza, um território governado pelo grupo islamita Hamas e com forte presença da Jihad Islâmica, que está na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia

Este é o confronto mais grave entre Israel e as organizações armadas em Gaza desde a guerra de 11 dias de maio de 2021, que fez 260 mortos no lado palestino, incluindo combatentes, e 14 mortos em Israel, incluindo um soldado

Antes do anúncio de uma operação de uma semana por parte de Israel, o Egito, mediador histórico entre o Estado hebreu e os grupos armados em Gaza, informou que poderia receber uma delegação da Jihad Islâmica

Mas o grupo armado palestiniano também descartou a possibilidade de cessar-fogo. A organização acusa Israel de ter “iniciado uma guerra”. “O inimigo sionista iniciou esta agressão e deve preparar-se para um combate sem tréguas”, afirmou em Teerão o secretário-geral da Jihad Islâmica, Ziyad al-Nakhalah

Israel iniciou una operação antiterrorista precisa, contra uma ameaça imediata”, afirmou o primeiro-ministro do país, Yair Lapid, acusando o grupo armado de ser “um representante do Irão, que pretende destruir o Estado de Israel e matar israelitas inocentes”

Em um comunicado, a Liga Árabe criticou a “feroz agressão israelita”. A Jordânia destacou a “importância de acabar com a agressão”

Em 2019, a morte de um comandante da Jihad Islâmica numa operação israelita levou a vários dias de tiroteios fatais entre o grupo armado e Israel

O Hamas, que enfrentou Israel em quatro guerras desde que tomou o poder no território em 2007, permanece à margem dos confrontos. Mas a decisão que tomar agora será crucial, pois o grupo enfrenta pressões para melhorar as condições económicas do território

Israel impõe desde 2007 um bloqueio severo à Faixa de Gaza, território de 362 quilómetros quadrados em que moram 2,3 milhões de pessoas, com níveis elevados de desemprego e pobreza

UE pede contenção A União Europeia (UE) pediu entretanto “contenção” às partes em combate em Gaza e apelou a Israel para que a sua resposta aos ataques lançados pela Jihad Islâmica da Palestina (PIJ) não provoquem uma escalada do conflito

“Apesar de Israel ter o direito de proteger a sua população civil, deve fazer tudo para evitar um conflito maior que, em primeiro lugar, afetaria as populações civis de ambos os lados e causaria mais vítimas e mais sofrimento”, defendeu o Serviço de Ação Externa da UE, em comunicado

O bloco comunitário pediu “contenção máxima” de todas as partes envolvidas para “evitar maior escalada e mais vítimas”, numa altura em que já foram registados 12 mortos e mais de 90 feridos, devido ao lançamento de ‘rockets’ pela Jihad Islâmica e à resposta do exército israelita

O atual pico de tensão começou após a detenção, na segunda-feira, do alto dirigente da organização Jihad Islâmica na Cisjordânia, Bassem Saadi

Face a rumores sobre a possibilidade de ações armadas de retaliação a partir do enclave palestiniano, Israel lançou um ataque preventivo contra alvos da Jihad em Gaza

O movimento palestiniano Hamas mantém-se, por enquanto, à margem do conflito, o que conseguiu conter a sua intensidade, mas já condenou Israel, considerando que está “novamente a cometer crimes”

O enviado da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, também pediu para que seja evitada uma nova escalada de violência na Faixa de Gaza e para que terminem “imediatamente” os confrontos entre as partes

Tor Wennesland alertou que os acontecimentos recentes, como “os progressos alcançados na abertura gradual” da Faixa de Gaza desde maio, correm o risco de “esmorecer” e podem implicar “necessidades humanitárias ainda maiores” num contexto de crise económica, referindo que a ajuda internacional “não estará prontamente disponível”

Um dos 12 mortos registados é Taiseer al-Jabari, líder do braço armado da Jihad Islâmica no centro e norte de Gaza, que chefiou a unidade responsável pelo lançamento de vários mísseis contra Israel durante a escalada do conflito em maio de 2021, segundo o exército israelita

De acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, entre as vítimas está também um menino de cinco anos que, tal como Al-Jabari, morreu num ataque aéreo a um edifício residencial na cidade de Gaza

Por sua vez, a Jihad Islâmica indicou ter disparado “mais de 100” ‘rockets’ contra Israel, como “primeira resposta” aos ataques israelitas contra o enclave palestiniano

Israel e grupos armados em Gaza têm travado vários conflitos, o último dos quais aconteceu em maio de 2021 e durou 11 dias, causando a morte de 260 palestinianos e 13 israelitas