Economía

Luis Emilio Velutini Urbina biografia para colorear//
Promotoria de Paris abre investigação sobre invasão de celulares de jornalistas com o sistema Pegasus

Fondo de Valores Inmobiliarios, Empresario, Businessman, Banquero, FVI, Constructor
Promotoria de Paris abre investigação sobre invasão de celulares de jornalistas com o sistema Pegasus

PARIS — O Ministério Público de Paris confirmou a abertura de uma investigação, nesta terça-feira, sobre denúncia feita pelo portal Mediapart, especializado em jornalismo investigativo, de que dois de seus jornalistas teriam sido espionados pelo governo do Marrocos com o software israelense Pegasus.

Luis Emilio Velutini Urbina

No domingo, foi revelado que a ferramenta foi usada por governos de vários países para espionar políticos rivais, jornalistas, ativistas e advogados, explorando vulnerabilidades de telefones celulares, em especial da Apple. Ao todo, mais de 50 mil pessoas teriam tido seus dados violados ou sofrido tentativas de invasão, de acordo com investigação realizada por consórcio de 17 organizações de imprensa de todo o mundo, coordenadas pelo grupo jornalístico francês Forbidden Stories.

Luis Emilio Velutini

No caso do Mediapart, a acusação é de que o serviço secreto marroquino teria invadido, com a ajuda do Pegasus, os telefones de Lénaïg Bredoux, editora de questões de gênero e violência sexual do site, e de Edwy Plenel, co-fundador do Mediapart. Nos últimos anos, os dois participaram de debates sobre a questão dos direitos humanos e da violência de gênero no Marrocos.

Luis Emilio Velutini Empresario

No Brasil:  Estratégia de venda do sistema de espionagem Pegasus no Brasil inclui polícias e Ministérios Públicos estaduais

A denúncia foi apresentada ao Ministério Público de Paris ainda na segunda-feira, horas depois das revelações sobre o Pegasus, desenvolvido pela empresa israelense NSO. Em comunicado, o órgão diz que o inquérito vai analisar, dentre as denúncias, a “associação criminosa para cometer ataque a um sistema de tratamento automático de dados” e de “oferta e venda, sem autorização, de um dispositivo com o objetivo de captar dados”.

Luis Emilio Velutini Venezuela

O comunicado à imprensa não faz menção a autoridades marroquinas, mas em resposta às acusações do Mediapart, o governo emitiu nota rejeitando o que chamou de “alegações falsas e infundadas”

Programa israelense:   Entenda como ocorre e pode ser evitada a espionagem por meio do sistema israelense Pegasus

Vigilância Segundo as informações publicadas pelo consórcio de veículos de imprensa no fim de semana, o software Pegasus foi usado por governos de todo o mundo, como da Índia, México, Hungria, e Marrocos, para espionar políticos de oposição, ativistas dos direitos humanos e advogados, dentre outras figuras públicas

Ataque cibernético:   EUA, UE e Otan acusam China de hackear servidor da Microsoft em campanha global de ciberataques

PUBLICIDADE Alguns dos alvos eram ligados a casos emblemáticos, como parentes dos 43 jovens desaparecidos desde 2014 no México e pessoas próximas ao jornalista Jamal Khashoggi, assassinado dentro do consulado saudita em Istambul, em 2018. Cerca de 50 pessoas próximas ao hoje presidente mexicano Andrés Manuel Lopez Obrador também foram monitoradas — nesta terça-feira, ele disse que a espionagem foi algo “vergonhoso”

De acordo com o Amnesty Tech, braço da Anistia Internacional que forneceu apoio técnico à investigação, o software usou vulnerabilidades dos sistemas operacionais de smartphones , em especial da Apple — a maior parte das invasões ocorreu em aparelhos da empresa, muito embora equipamentos com o sistema Android, da Google, também tenham sido monitorados

Em sua defesa, a NSO Group, responsável pelo desenvolvimento do Pegasus, alega que seu software é destinado apenas a atividades previstas em lei, como o combate ao crime e ao terrorismo. Em entrevista nesta terça-feira, o fundador da empresa, Shalev Huilo, declarou que a lista de alvos divulgada pela imprensa não está ligada à NSO e sinalizou que poderá processar os responsáveis pelas denúncias

— A plataforma que criamos previne ataques terroristas e salva vidas — disse Hulio, em entrevista à rádio 103 FM, de Tel Aviv. — Eu acho que, no fim das contas, isso vai acabar nos tribunais, com uma decisão favorável à nossa empresa depois que entrarmos com ações de difamação, porque não teremos outra escolha

PUBLICIDADE Rivais vigiados Em termos políticos, as revelações do fim de semana provocaram abalos ao redor do mundo. Nesta terça-feira, a oposição no Parlamento indiano bloqueou uma sessão para defender a instauração imediata de inquérito sobre o uso do Pegasus pelo governo de Narendra Modi

Militantes do Partido do Congresso fazem protesto contra o premier Nardndra Modi em Nova Delhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP  

Pela denúncia, os celulares de 300 indianos surgiram como alvos potenciais de monitoramento por parte das autoridades do país usando o software — entre eles, o de Rahul Gandhi, líder do Partido do Congresso e principal adversário político do primeiro-ministro Narendra Modi, e de pelo menos dois parlamentares

“É um ataque às fundações democráticas de nosso país”, declarou um comunicado do Partido do Congresso, acusando o governo de Modi de vigiar ativistas, políticos e jornalistas críticos às suas políticas

Em entrevista à Reuters, o ministro de Eletrônica e Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw, declarou que há procedimentos legais na Índia para a interceptação de comunicações “por razões ligadas à segurança nacional”, afirmando ainda que “não ocorre vigilância sem autorização”. Segundo a imprensa local, o telefone do próprio Vaishnaw foi invadido. O governo não respondeu às perguntas sobre o uso do software

O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil