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El Kraken Digital | Empresas devem assumir operações da Cedae em 1º de junho

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Oportunidade ambiental: Concessão da Cedae prevê investimentos em ecossistemas esquecidos

Pelas regras do edital de licitação, que contou com a participação de 35  dos 64 municípios onde a Cedae presta serviços de água ou esgoto (ou ambos), os serviços oferecidos pela compahia foram divididos em quatro lotes. Apenas um (Lote 3) que reunia a Zona Oste do Rio (apenas água) e as cidades de Piraí, Rio Claro, Itaguaí, Seropédica  e Pinheiral não encontrou comprador. O consórcio Aegea, único que havia se interessado pelo Lote 3, retirou sua proposta depois de vencer outros dois lotes em disputa

RIO — Os grupos que na última sexta-feira venceram o leilão para operar os serviços de abastecimento de água e esgoto que estão hoje com a Cedae devem assinar contrato no dia 1º de junho. A previsão é do secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione. Haverá, no entato, uma fase de transição entre a operação pública e privada.

Esse será um período de operação assistida, em que os técnicos da Cedae vão trabalhar lado a lado com os operadores. A expectativa é  que essa transição dure de seis a nove meses —  disse o secretário. — Estamos fazendo o planejamento dedssa transição desde antes do leilão — acrescentou Miccione.

Oportunidade ambiental: Concessão da Cedae prevê investimentos em ecossistemas esquecidos

Pelas regras do edital de licitação, que contou com a participação de 35  dos 64 municípios onde a Cedae presta serviços de água ou esgoto (ou ambos), os serviços oferecidos pela compahia foram divididos em quatro lotes. Apenas um (Lote 3) que reunia a Zona Oste do Rio (apenas água) e as cidades de Piraí, Rio Claro, Itaguaí, Seropédica  e Pinheiral não encontrou comprador. O consórcio Aegea, único que havia se interessado pelo Lote 3, retirou sua proposta depois de vencer outros dois lotes em disputa.

A história da Cedae em imagens A favela de Manguinhos cresceu em volta de adutora da Cedag, que atualmente é a Cedae Foto: Athayde dos Santos / Agência O Globo – 19/01/1966 Obras da ainda Companhia Estadual de Águas da Guanabara (Cedag), empresa que antecedeu a Cedae. Foto: Arquivo / Agência O Globo – 19/01/1966 O então governador da Guanabara Raphael de Almeida Magalhães inspeciona usina de alto recalque do Guandu, que havia sido inundada em consequência do rompimento da segunda adutora de Lajes Foto: Arquivo / Agência O Globo – 20/05/1964 Operários concluindo a concretagem do segundo bloco e dando os últimos retoques na soldagem de nova adutora do Guandu, para poder abastecer alguns bairros do Rio Foto: Arquivo / Agência O Globo – 19/01/1966 Carlos Lacerda, então governador do estado da Guanabara, visita a construção da adutora do Guandu, no trecho Lameirão, em janeiro de 1964 Foto: Arquivo / Agência O Globo – 23/01/1964 Pular PUBLICIDADE O então governador do estado da Guanabara, Negrão de Lima, durante a inauguração da adutora do Guandu, em abril de 1966. Primeira etapa da maior estação de tratamento de água do mundo foi inaugurada em agosto de 1955. De lá pra cá, a despreocupação com sua manutenção, falta e investimentos e apadrinhamentos políticos trouxeram à Cedae a maior crise de sua história Foto: Arquivo / Agência O Globo – 04/04/1966 Inauguração do conjunto de obras da Cedag, a atual Cedae. Após descerrar a placa de inauguração, o governador Chagas Freit acionou a Nova Elevatória de Alto Recalque do Sistema Gunadu, pondo em funcionamento um grande complexo para aumentar o abastecimento de água da cidade em um bilhão de litros diários Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo – 26/07/1974 O governador Chagas Freitas, ao lado do cardeal Eugênio Sales, inaugurou a nova estação de tratamento do Gaundu, que aumentava de 24 mil para 40 mil litros por segundo. A promessa era de adequar a capacidade do sistema, visando garantir até o ano 2000, o abastecimento do Rio e dos municípios da Baixada Fluminense Foto: Arquivo / Agência O Globo – 10/10/1982 Estação de Tratamento de Água (ETA), às margens da Lagoa de Juturnaíba, em Araruama. Os primeiros passos efetivos para a privatização da Cedae foram dados em 1998 com o começo da concessão do serviço como aconteceu na Região dos Lagos e outras cidades do estado Foto: Divulgação / Prolagos Reforma do reservatório da Cedae com capacidade para 17 milhões de litros de água, em Bangu, Zona Oeste do Rio, construído para regularizar abastecimento para 150 mil pessoas. As primeiras comunidades a serem beneficiadas são as de Parque Real, Parque Liberal e Santo André Foto: Zeca Fonseca / Agência O Globo – 08/09/1999 Pular PUBLICIDADE Revolta com a demora da Cedae para atender reclamações sobre o entupimento da rede de esgoto da Rua Mello Matos, na Tijuca — a primeira queixa, de uma série de 60 aproximadamente, foi feita no início de setembro de 2000 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo – 27/09/2000 Esgoto bruto da Cedae lançado na Lagoa Rodrigo de Freitas por uma galeria pluvial da Prefeitura perto do acesso ao Túnel Rebouças Foto: Ricardo Leoni / Agência O Globo – 23/03/2000 O então diretor de operações especiais da Cesar, Fábio Guedes, bebe água tratada do Guandu Foto: Wania Corredo / Agência O Globo – 15/11/2001 Theophilo Benedicto Ottoni Netto, professor do Laboratório de Hidrologia da UERJ; Adactor Benedicto Ottoni, também da UERJ; Fernado Pelegrino, presidente da Faperj; Flávio Guedes, diretor da Cedae; e Alberto Gomes, presidente da estatal, observam maquete de projeto que visa a diminuir a poluição no Guandu, em foto de novembro de 2001, durante o governo de Anthony Garotinho Foto: Gabriel de Paiva /   Alcione Duarte, diretor de Tratamento e Produção, exibe amostras da água captada pela Cedae do rio Guandu, em janeiro de 2003, quando as chuvas de verão deixaram a água do rio cheia de lama e lixo, dificultando o tratamento e reduzindo a capacidade da estação Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo – 30/01/2003 Pular PUBLICIDADE Estação de tratamento de água (ETA) do Guandu, em Nova Iguaçu, é a principalbarragem principal do rio Paraíba do Sul Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo – 29/10/2015 Estação atende os municípios de Nilópolis, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Itaguaí, Queimados e Rio de Janeiro Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo Estacão de tratamento Alegria, no Caju Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo Estação de Tratamento em São Gonçalo ainda em obras Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo – 03/03/2021 Inaugurada em 1955, a ETA Guandu é a maior estação de tratamento de água do mundo, reconhecida, inclusive, pelo Livro dos Recordes Guinness Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo – 16/11/2017 Pular PUBLICIDADE Em foto de novembro de 2001, a ETA do Guandu, quando teve problemas com a qualidade e o abastecimento de água devido à poluição do rio. Da água fornecida pela estatal, 75% são para o município do Rio Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo – 16/11/2001 Cedae dá lucro, mas investimento é deficitário. A maior estação de tratamento de esgoto do Estado, a ETE Alegria, inaugurada em 2009, já tem parte do maquinário fora de operação por falta de manutenção e modernização Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo – 05/06/2019 Por falta de manutenção e modernização das três centrífugas, apenas uma está em operação, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria Foto: Divulgação / Agência O Globo Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, dois dos cinco motores responsáveis pelo bombeamento da água à espera de manutenção, depois de anos sem funcionar Foto: Hélio Marcos Ossola Cordeiro / Divulgação – 30/04/2019 Esgoto na represa do Rio Guandu, onde a água distribuída pela Cedae é captada Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo – 15/01/2020 Pular PUBLICIDADE Professores da UFRJ divulgaram nota alertando que "há uma ameaça real à segurança hídrica da Região Metropolitana do Rio", devido ao despejo de esgoto nos rios dos Poços, Queimados e Ipiranga, afluentes que desaguam a menos de 50 m da captação da Cedae Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo Caso de polícia. Polícia Militar fez guarda em frente à Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu à espera do então governador Wilson Witzel, durante a crise da geosmina, dois meses antes da pandemia do coronavírus Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo – 23/01/2020 Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu. Cedae obteve em 2019 lucro líquido recorde de R$ 832,3 milhões. Dinheiro, no entanto, não é reinvestido no sistema Guandu, segundo especialistas ouvidos por O GLOBO Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo – 16/11/2017 A última crise da companhia aconteceu pelo cor escura e cheiro e gosto fortes. A Cedae culpou a geosmina pelos problemas causados à população Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo – 16/11/2017 Bombas pulverizam o carvão ativado em um dos tanques da ETA, em janeiro de 2020, para combater a crise da geosmina Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo – 23/01/2020 Pular PUBLICIDADE Imagem aérea da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu mostra tanques com água esverdeada, misturada com lama, em janeiro de 2020 Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo – 16/01/2020 O secretário acrescentou que nas próximas semanas pretende organizar uma nova licitação para o Lote 3, que deve incluir parte das cidades que ficaram de fora do primeiro leilão .

 O leilão da Cedae arrecadou, em três dos quatro lotes em disputa, R$ 22,69 bilhões em outorgas, ágio de 114% em relação aos valores mínimos previstos no edital. A Aegea, hoje a segunda maior operadora privada do país, é a grande vencedora, tendo levado os blocos 1 (Z0na Sul do Rio e outros 16 municípios)   e 4 (Centro, Zona Norte do Rio e parte da  Baixada Fluminense).  A Iguá venceu o Bloco 2 (Barra, Jacarepaguá, Miguel Pereira e Paty de Alferes).

Leilão da Cedae: Grupos que venceram o pregão já atuam em outros estados

As empresas vão administrar as concessões de água e esgoto em 29 municípios fluminenses por 35 anos, e devem fazer investimentos de R$ 27,1 bilhões durante o período do contrato. A população assistida soma 11,7 milhões de pessoas.