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Pesquisa inédita identifica dificuldade para reconhecer emoções em pacientes que tiveram Covid

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Pesquisa inédita identifica dificuldade para reconhecer emoções em pacientes que tiveram Covid

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Eleições Frio intenso Guia de carreira em TI Inflação Elon Musk Pesquisa inédita identifica dificuldade para reconhecer emoções em pacientes que tiveram Covid Estudo da Rede Sarah feito com 614 pacientes que tiveram Covid mostrou sequelas desconhecidas da doença. É a primeira pesquisa a apontar dificuldades com a expressão e percepção de sentimentos. Por Globo Repórter

13/05/2022 23h20 Atualizado 14/05/2022

Pesquisa inédita identifica dificuldade para reconhecer emoções em pacientes que tiveram Covid

O Globo Repórter revelou uma pesquisa inédita feita na Rede Sarah – entre abril de 2021 e janeiro de 2022 – com 614 pacientes que tiveram Covid . O estudo mostrou sequelas desconhecidas da doença, como deficiências na concentração, atenção e fluência verbal , e em todos os participantes foi constatado algum grau de perda de memória . Uma outra revelação foi em relação ao reconhecimento de emoções .

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1 de 4 Estudo analisou 614 pacientes que tiveram CovidFoto: Globo Repórter Estudo analisou 614 pacientes que tiveram CovidFoto: Globo Repórter

Foi pedido aos pacientes que mostrassem sentimento no tom de voz, que identificassem corretamente o significado de expressões faciais, e se sorriam espontaneamente ao ver uma imagem engraçada.

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O estudo foi o primeiro a identificar dificuldades com a expressão e percepção de sentimentos nessas pessoas que sofreram com a doença .

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2 de 4 Programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva — Foto: Globo Repórter Programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva — Foto: Globo Repórter

Foi um achado original do nosso estudo. Na bateria aplicada, tem um item ligado à emoção: o quanto você percebe a minha emoção e o quanto você consegue exprimir a sua. E a gente viu que esse item, depois da memória, foi o mais prejudicado”, explica a presidente da Rede Sarah, Lúcia Willadino Braga.

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Casos mostram pacientes que não se lembravam para onde iam ou o que liam

3 de 4 Presidente da Rede Sarah explica estudo — Foto: Globo Repórter Presidente da Rede Sarah explica estudo — Foto: Globo Repórter

A pesquisa registrou ainda aumento nos níveis de ansiedade (46%) e depressão (29%) . A média de idade dos pacientes com esses problemas é de 47,6 anos e a maioria é de mulheres . As sequelas afetam tanto quem teve Covid grave quanto os casos leves. E podem durar mais de um ano . É a chamada “Covid longa”

“As áreas do cérebro responsáveis pela memória, pela atenção, pela concentração, pelo reconhecimento de emoções, isso tinha sido afetado”, completa Lúcia

4 de 4 Programa ajuda reabilitação de pessoas que tiveram CovidFoto: Globo Repórter Programa ajuda reabilitação de pessoas que tiveram CovidFoto: Globo Repórter

A Rede Sarah oferece tratamento gratuito para essas sequelas. Os programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva e ocorrem com um agendamento prévio pelo site

“Nos lugares onde não tem Rede Sarah, a gente criou no nosso site um curso de formação, de educação a distância”, diz a presidente da rede

Assista à íntegra do Globo Repórter